Oi galera, nas minhas andanças pela internet achei esse artigo, que por sinal é muito interessante e resolvi postar ele aqui, não consegui falar com o autor mas espero que ele não se importe.
Escrito por Bruno Avila
A web tem lá suas modas. Quem não se lembra das “gifs” animadas, das cartinhas que surgiam voando na tela ou do “logotipo rodando” que todo cliente queria ter em sua “homepage”?
Quando descobriram o iframe, vimos pipocando sites e mais sites utilizando esse recurso. Qualquer coisa se resolvia com iframe. Depois vimos os sites metalizados, inspirados nos templates prontos, com uma animação flash no topo que demorava 20 minutos pra carregar para no final vermos apenas 15 segundos de luzes, explosões e evoluções sem sentido. Sem falar no show de gradientes do cinza escuro para o branco que deixavam os menus parecidos com pesadas barras de ferro.
Agora estamos passando pela era do layout pelado. Todo layout agora tem que ser clean, limpo, sem muitas firulas. Devem seguir a risca os padrões web 2.0 que acabam influindo também na disposição das informações e conseqüentemente no layout.
O representante mais famoso dessa tendência nudista é sem dúvida o Google. Apareceu careca e pelado em meio a tantos sites de buscas carregados de notícias e outras informações desprezíveis. Aliás, os portais de conteúdo foram outra grande tendência. O Yahoo é um bom exemplo. Em 1996, era tida como a mais famosa ferramenta de busca do mundo. E se ele não era pelado, podemos dizer que era semi-nu. Veja:

Quatro anos depois, quando todos começaram a esbravejar por todo lado que a grande sensação era transformar seu site em portal de conteúdo, o Yahoo resolveu seguir essa onda e se vestiu de notícias e outras firuletes.

Agora em 2007 ele continua como um portal, até porquê nesses 11 anos o Yahoo deixou de ser somente uma busca para ter uma série de outros serviços. Portanto, continua com seu layout recatado e vestido da cabeça aos pés.
Já o Altavista não. Começou vestido.

E depois que o Google apareceu, acabou pelado.

O poder sedutor da nudez de Google contaminou a web. Sites até então repletos de imagens, cores e coisas piscantes jogaram tudo para o alto e apareceram, para o espanto de todos, carecas.
O mais recente associado desse movimento é o portal brasileiro Globo.com. De um dia para o outro resolveu ser naturista, chocando a todos com sua nudez total.
Um leitor amigo deste blog enviou email pra mim dizendo “O que se passa com o portal Globo.com? Como pode um site deste porte, perder sua identidade do jeito que perdeu? Hoje vemos um emaranhado de links coloridos, numa fonte Arial e fundo branco. Os ’sub-portais’ não foram tão afetados… mas percebe-se que o portal de notícias G1 também está ‘desfigurado’.”
Bem, visualmente falando realmente parece uma regressão. Mas antes de emitir minha opinião, vamos ver os dois lados: o do programador e do designer gráfico.

O programador Bruno Alves ao invés de só ficar chocado com o layout foi procurar nos códigos o motivo para a polêmica mudança. Encontrou uma diferença de 16 Kbytes para menos entre o código anterior e o atual. Segundo seus cálculos isso poderia diminuir a taxa de transferência do site em 2,4 terabytes por mês. Talvez isso explicaria a mudança.
Já para o designer gráfico Michel Lent, o novo layout do globo.com andou pra trás. Achou sem personalidade, branco demais, genérico e finaliza dizendo que comparado ao site anterior, este seria um retrocesso.
Agora vou dizer minha humilde opinião: trata-se de mais uma moda. Assim como tantas outras que já vimos passar. O site realmente está mais leve, mais limpo. Agora concordo também que ficou genérico. Se você trocar o logo do globo.com e colocar o logo do Diário do Nordeste, vai dar no mesmo. Parece até um template pronto. O G1 então, nem se fala. Ficou uma massa visual igual, sem graça. Mas tudo pela usabilidade, não é mesmo?

Então o grande desafio é: como ser criativo num ambiente que exige cada vez mais o layout pelado? Passo a bola pra vocês, comentem, reclamem, critiquem, elogiem e digam sua opinião sobre o assunto.
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